Está visto. A postura sobranceira de José Sócrates não nasceu por força da maioria absoluta que o sustentou na anterior legislatura. Está mais do que visto que a maquilhagem de suavidade e tolerância mais não foi do que uma tentativa de minimizar os estragos às portas das eleições. A arrogância no trato e a superioridade moral empregue em cada intervenção do primeiro-ministro são tão genuínas como a falta de tacto político de uma Ferreira Leite ou a demagogia barata de um Louçã. Está lá, é dele. O homem é assim.
É que agora os deputados socialistas não chegam para ocupar mais de metade dos lugares do parlamento. Agora a oposição está livre e há mais vozes que podem falar. Agora a legislatura anterior não teve governo de direita. Quer ele goste ou não goste. E ele não gosta. Desdenha. Critica. Vitimiza-se. Irrita-se. Vive num mundo que, aparentemente, não é bem o dele. Chama-se democracia e, para alguns, é uma coisa lixada.
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