Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Distribuir o mal pelas aldeias, sim!

Este post deve ser encarado como a verdadeira realidade de um tema que por si só é confuso para muitos. Debate não há, é certo. Nunca houve, é uma certeza. Os tempos de debate neste país são amorfos e normalmente perdidos no tempo/oportunidade. Memórias daquele triste referendo de 1998 fazem levantar várias questões: quantas regiões? objectivos estratégicos relevantes? grau de autonomia?...

 

Obviamente, percebe-se que este é mais um daqueles temas habilmente utilizados pelo PS para promover o seu Avançar Portugal, mas a forma leviana com que se puxa deste não-debate, como se fosse a simples distribuição, e sem mais perguntas, pelos herdeiros da quota que lhes corresponde, assusta-me. O debate urge, saibamos promover.

 

Sou pró-regionalização desde que me conheço a conhecer este país. A criação de sete regiões (Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre-Douro e Minho, Beira Interior, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo, Alentejo e Algarve) parece-me uma solução óbvia aos demais evidentes traços económicos, sociais e culturais únicos a cada um dos cantos. Porque sei, sinto e percebe-se a vontade de liberdade a esta asfixia de um poder de decisão centralizado dos serviços, das instituições, das empresas e até das mais elementares oportunidades. Chamem-lhe bairrismo. Eu prefiro chamar-lhe desenvolvimento estratégico claro, com base num poder de decisão próximo da realidade, consciente das oportunidades e limitações do melhor que cada região tem para dar ao todo, Portugal.

 

[off topic: só agora, depois de um período que sempre achamos desgastante - férias! - tenho oportunidade de participar neste Golpe de Estado que me parece condenado ao sucesso. A todos, bons posts e boas leituras]

publicado por Manuel Oliveira às 03:09
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

1640

Ontem, no dia da criação deste Blog, comemoraram-se os 369 anos sobre a restauração da independência nacional relativamente a Espanha.

 

Nenhuma data podia ser, na minha opinião, melhor que esta para a criação de um novo blog, sobretudo devido às notórias semelhanças entre os problemas e desafios que se punham ao nosso país então e os que se põem hoje.

 

Em 1640, como hoje, o país ansiava pela liberdade. Na altura, liberdade contra o poder tirânico de uma potência estrangeira, contra o governo centralista de Madrid que ameaçava a autonomia garantida a Portugal aquando da unifiação das duas coroas, no reinado de Filipe II. Liberdade também contra uma política de impostos absurda, que sobrecarregava o nosso país.

Hoje a nossa luta é liberdade contra um estado cada vez mais estrangulador, contra uma burocratocracia e taxocracia, contra um estado que, duvidando da inteligência dos seus cidadãos, os impede de decidir pela sua cabeça nos mais variados assuntos, como sejam a educação e a saúde. Liberdade, também, mais uma vez, contrauma tentativa de centralizar cada vez mais a nação, secando todo o país, tornando-o num deserto que elimina tudo o que não pertence à capital e que, a prazo, acabará por começar a engolir também Lisboa.

 

Em 1640, como hoje, tinhamos um problema de soberania. Então estávamos ocupados por Espanha, as nossas províncias ultramarinas eram invadidas gradualmente pelas novas potências europeias.

Hoje a nossa soberania está em risco pelo crescente número de iberistas, pela força preocupante que assume Espanha e uns quantos ditadores terceiro-mundistas na nossa economia e nos centros de decisão política (p. exº, caso TVI), mas também pelo grave estado da nossa economia e pela fraca força que temos na Europa e nos mais variados centros de decisão do mundo.

 

Então, como hoje, a única solução para o país residia num golpe de estado. Um golpe de estado pela restauração da independência, para impedir o desmembramento do nosso Império ultramarino, para evitar que se descesse ainda mais fundo no poço, a um nível de onde era impossível voltar, um golpe que lembrasse aos nossos aliados que existíamos, e precisávamos do seu auxílio, ou, agora, para exigir competência na governação, para lembrar que a liberdade de imprensa deve ser respeitada, que nem as empresas devem interferir na política, nem, muito menos, a política nas empresas, que o excesso de impostos impede o avanço económico, para exigir uma boa diplomacia para que os nossos interesses sejam satisfeitos em Bruxelas, na CPLP, etc.

 

Foi por isso que, em 1640, um grupo de Conjurados reuniu-se para, sob o lema Nós somos livres, Nosso rei é livre, Nossas mãos nos libertaram, iniciaram a revolta por que todo o país ansiava. Hoje, reúne-se este novo grupo de conjurados para, uma vez mais, iniciar o Golpe de Estado que tirará o país da ruína. Isto é o que representa, para mim, este Golpe de Estado.

 

Resta-me, por fim, agradecer o convite que me foi feito para participar neste blog e dizer que espero que, após diversas incursões na blogosfera, a minha contribuição nesta casa não seja em vão e, finalmente, consiga empenhar-me seriamente num blog, escrevendo com um mínimo de assiduidade, para que este golpe se cumpra.

publicado por António Sousa Leite às 23:09
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Dar o golpe

golpe

 s. m.

1. Ferida, corte, incisão (com instrumento cortante).

2. Pancada, contusão (com instrumento contundente).

3. Gole, trago.

4. Líquido que sai de uma vez pelo gargalo da vasilha.

5. Fig. Desgraça; sucesso infausto.

6. Cópia, quantidade.

7. Gal. Rasgo, acto!, lance, ímpeto, crise.

de golpe: de chofre.

golpe de Estado: acção! de uma autoridade que viola as formas constitucionais; conquista do poder político por meios ilegais.

golpe de morte: pancada ou ferimento que mata subitamente.

golpe de preto: o mesmo que golpe de morte.

 

estado

s. m.

1. Modo actual! de ser (de pessoa ou coisa).

2. Modo geral; condição, disposição, situação, posição, circunstâncias em que se está e se permanece.

3. Maneira de ser que a matéria apresenta, conforme a coesão das suas moléculas.

4. Posição social.

5. Circunstâncias especiais em que se exerce a profissão ou modo de vida habitual.

6. Nação considerada como entidade que tem governo e administração particulares.

7. Representação de cada uma das três classes (nobreza, clero e povo), nas cortes do regime antigo.

8. Nas repúblicas federativas, dá-se o nome de estado a cada uma das grandes divisões territoriais que constituem a nação.

9. Governo político do povo constituído em nação.

10. Domínio, terras.

11. Ostentação.

12. Séquito.

13. Por ext. Suspensão das leis ordinárias de um país, e sua sujeição temporária a regime militar especial.

14. Prevenção armada com receio de revolta.

 

dar estado: casar; dar modo de vida.

estado civil: existência e condições da existência do indivíduo perante a lei civil.

estado de sítio: situação de uma praça, fortaleza ou povoação, cercada pelo inimigo.

estado interessante: gravidez.

homem de Estado: estadista.

tomar estado: casar-se.

 

in: Dicionário Priberam de Língua Portuguesa

 

 

Um golpe de estado é sempre uma mudança súbita de posição. Um arrebatamento, um ímpeto que muda a situação, que muda – para sempre, ou não – o modo das coisas serem. O modo de se apresentarem. O modo de se configurarem. É uma mudança de paradigma. Uma mudança que vira o mundo ao contrário – que põe o céu na terra e a terra no céu. A sua eficácia depende da rapidez e alcance com que consegue impor-se. E depois, da rapidez e alcance que a reacção tenha ao seu advento.

 

Trata-se, pois, de dar o golpe. De abrir caminho à força, mudando o estado das coisas, ou melhor, o estado a que as coisas chegaram. De certo modo o que se pretende é cortar a direito. É atacar os fundamentos e a hegemonia do pensamento único socialista em que vivemos, e dar-lhe o golpe. Não nos enganemos: o trabalho é hercúleo. Trinta e cinco anos de doutrinação (pelo menos, e para começar a golpear) e inculcamento produziram uma sociedade apática, estagnada, indolente e estatizada. A “opinião pública” e a “sociedade civil”, forças motrizes das democracias, estão em Portugal reduzidas aos comentadores de serviço e às ONG’s-não-tanto-ONG’s- quanto-isso. Urge romper com isso. Urge golpear as amarras e as mordaças do “politicamente correcto” e caminhar mais livre. Daí que me tenha juntado a estes golpistas. Para aumentar a liberdade precisamente naquele que já vai sendo um dos maiores espaços de combate pela mesma – o mundo virtual.

 

Companheiros, aqui me apresento. Que comecem os golpes!

publicado por Luís Miguel Pistola às 05:39
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Golpe de Estado

De tempos a tempos a força é chamada para pôr em causa o poder instalado. O consenso reinante, normalmente apodrecido pelo tempo, treme perante a turba muda que ousa, finalmente, soltar um grito de revolta. Perante a força esmagadora da multidão, a resistência torna-se fraca.

 

Neste país em que o poder está instalado com uma perenidade aparentemente absoluta, sujeito sistematicamente a ordens com uma tendência canhota insuportável, um grupo de inconformados propõe-se sair à rua blogosférica de armas em riste – na mão direita, pois claro – e palavras de ordem na ponta da língua.

 

A arma de cada um difere da dos restantes; é isso que torna cada um de nós diferente do companheiro que luta a seu lado, ainda que nos seja inevitável fazer rimar todas as nossas vozes. A nossa espada não tem cor, a nossa opinião não tem amarras. Os dados estão lançados e a revolta é irreversível. Estamos prontos!

 

publicado por Golpe de Estado às 00:00
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