Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Portugal é dos portugueses... mas só 18%.

O Público hoje noticia que mais de metade da dívida pública portuguesa (que está quase a atingir o mítico valor de 100% do PIB) está concentrada em 5 países da UE. 

 

Os nossos velhos aliados ingleses e os seus vizinhos irlandeses compraram 24% da nossa dívida. Estes, em conjunto com França, Alemanha e Áustria, detêm mais de metade da dívida pública de Portugal. 

Os investidores portugueses detêm apenas 18% da dívida pública portuguesa.

 

Mais de 90% destes investidores que compraram dívida portuguesa são bancos, gestores de fundos, fundos de pensões e seguradoras.

São estes investidores que o Estado Português, dada a estratégia que se prevê para os próximos tempos, terá de continuar a convencer a emprestar dinheiro a taxas razoáveis, o que se provará complicado dado o problema da credibilidade portuguesa que é profundamente afectada pelos largos anos estagnação económica e pela ameaça de descida do rating atribuído pelas agências de notação financeira.

 

O problema não é meramente económico.

É um problema de soberania.

 

 

publicado por Luís Pedro Mateus às 16:08
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Despesa Rígida

Pelos vistos a solução da Irlanda, como muito bem disse o Carlos será cortar na despesa. Mas qual será a solução portuguesa, para resolver o deficit do estado, e de todos os outros deficits, de todos os outros estados, dentro do estado , (Estradas de Portugal, RTP,CP...). ? A solução portuguesa, para variar, passará por uma nova carrada de impostos, que limparão o que resta nos bolsos dos portugueses . Será o equivalente á fatia de pão que limpa o que resta de molho na travessa.

 

E porque é que o deficit é combatido pelo lado da receita e não pelo lado da despesa? Porque parece que 90% da despesa do estado é “rígida” (Salários, rendimentos mínimos, subsídios etc). Eu que ando em engenharia sempre achei que algo rígido era algo que era incomprimível, e inextensível. Pelos vistos estive errado este tempo todo: inextensível não é... até porque extensão da despesa é coisa que não tem faltado nos últimos 20 anos. Comprimível também não, porque pelos vistos o PM da Irlanda vai agora comprimir (cortar) essa mesma despesa “rígida” (salários dos funcionários públicos). Logo qual é a definição de rígido para a malta? Pelos vistos o q deve estar no diccionário português é: "rígido - algo q se, se tocar põe uma série de “artistas” aos berros, a gritar para que Deus nosso senhor, venha à terra salva-los". Já a definição de flexível deve ser qualquer coisa como: "Aquilo q o dinheiro de todos os portugueses infinitamente, é."

 

Tudo isto será feito com a complacência da malta indígena, que aceitará, como sempre aceitou, tudo o que os seus gloriosos lideres lhes imponham.

 

Palavra que fico revoltado!! Vou começar a trabalhar em Agosto e para aí metade do meu salário, vai ser para sustentar 750000 inúteis, mais a corte e as extravagancias de Sua Majestade D. SoSo I. Não há pachorra... Dá vontade de fazer qualquer coisa tipo, emigrar, declarar a secessão...qualquer coisa...

publicado por Rodrigo Lobo d´Ávila às 15:31
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