Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Nada de novo

Quem lê o Sol de hoje pode achar-se vítima de ataque de diversos sentimentos: indignação, vergonha, frustração, irritação... Mas, tal como ontem afirmou Lobo Xavier na Quadratura do Círculo, surpresa não é coisa que afecte quem lê aquelas sete páginas e tenha a mínima noção da realidade do país em que vive. Compadrios, influências, manobras, manipulação, enfim, a mão gorda de quem manda e acha que tudo pode - a mão imunda de um estado que nunca mais acaba e que em tudo marca presença – constantemente em acção manchando a decência e a dignidade da nossa democracia e, acima de tudo, compromentendo a nossa liberdade.

publicado por Tiago Loureiro às 16:26
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16 comentários:
De Nuno Silva a 12 de Fevereiro de 2010 às 19:22
"esquecendo-se do dever de imparcialidade."

Que dever de imparcialidade???

Só mesmo por cá, principalmente à esquerda, é que se acha que um jornal qualquer tem um suposto dever de imparcialidade para com os assuntos que se trata. Não tem e nem tem de ter.

Exemplo disso são os jornais espanhóis, os ingleses, os franceses, os americanos and so on, que tem linhas editoriais bem definidas e com cor politica também ela definida.

Exemplos disso são por exemplo a cadeia noticiosa norte-americana Fox News (perfeitamente alinha com o GOP),
em termos de jornais, por exemplo no Reino Unido em que o The Daily Telegraph é alinhado com os Tories e o The Independent com o Labour. ou ainda o talk radio norte americano com o Conservative Talk Radio de Rush Limbaugh ou de Laura Schlessinger, e o Progressive Talk Radio com Alan Colmes por exemplo.

Só compra ou vê ou ouve quem quer!


De blogdoluisinho a 13 de Fevereiro de 2010 às 21:13
Caro Nuno Silva, deixe-me dizer-lhe em primeiro lugar que o tom que usa não é de todo agradável. Depois dizer que não sou de esquerda, o que confirma o seu mau discernimento.
Quanto ao facto de os meio de comunicação terem ou não dever de ser imparciais quanto noticiam um facto, tenho algumas coisas a dizer:

1º Alguns jornais que refere, são do género que faz notícia/manchete com as novas conquistas amorosas do Ronaldo e escândalos sexuais de jogadores da Premier League. Vê-se aqui acredibilidade que têm, apesar da larga tiragem diária.

2º Se não houver imparcialidade que dois interesses estão em jogo, como é que o leitor sabe se está a ler uma notícia verdadeira? É o mesmo princípio de um julgamento, ouvem-se as duas partes e depois tiaram-se conclusões.

3º Imagine o seu clube a jogar contra um rival, e o relatador sempre a exovalhar a sua equipa, só porque é adepto do clube rival. quando é golo da sua equipa ele grita go-lo. Mas quando é golo da outra equipa ele grita: goooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllloooooooooooooooooooooooo!

Além de tudo isto não acho que o governo possa/deva interferir na liberdade de expressão, e não acho que o direito de liberdade de expressão se deva sobrepôr ao segredo de justiça!

Por fim, vou deixar-lhe saudações, uma coisa que não teve a amabilidade de fazer.


De Nuno Silva a 13 de Fevereiro de 2010 às 22:38
Caro blogdoluisinho,

"Caro Nuno Silva, deixe-me dizer-lhe em primeiro lugar que o tom que usa não é de todo agradável."

Não usei tom já que estou a escrever e não a falar (é muito complicado imprimir carga de "emocional" quando se escreve), mas se se sentiu ofendido, não era de todo a minha intenção! Quanto as saudações, não é meu costume deixar, como muitos bloggers não deixam e não espero que me deixem, mas se preza assim tanto deixar-lhe-ei no final.

Como comprovará com esta minha expressão "Só mesmo por cá, principalmente à esquerda", não disse que era de esquerda, disse apenas que esse sentimento sobre a parcialidade/imparcialidade dos jornais é de facto muito visível à esquerda.

Agora aos argumentos propriamente ditos.

Quanto ao primeiro, não confunda o Independent ou o Telegraph com jornais como o The Sun ou o News of the World (que tem a credibilidade que querem ter e que lhe dão, e reportando sobre escândalos sexuais na Premier League não estão a dizer mentira nenhuma e é uma noticia como todas as outros)...não sou consumidor de tablóides mas não tenho propriamente problemas com eles.

Volto a dizer o mesmo nesse tipo de jornais, é de salutar terem cor politica assumida (por cá também há, mas tem medo de dizer)...mas se quer jornais menos ligados a esse "tipo de noticias"...poderá ler em Espanha o ABC ligado ao PP e o El Pais ao PSOE...ou em França o Le Figaro, abertamente ao centro Direita ou o Le Monde, bem progressista e ao centro esquerda.

"e não houver imparcialidade que dois interesses estão em jogo, como é que o leitor sabe se está a ler uma notícia verdadeira?"

Essa questão pouco tem a ver com a imparcialidade dos jornais mas com a ética inerente a profissão. Muitos exemplos disso haverão...a RTP é do Estado e não deixa de passar noticias sobre o Face Oculta...a BBC é do Estado ingles em moldes diferentes da RTP (a BBC esta sob controlo do Parlamento) e não deixou de reportar noticias contra os deputados no caso das despesas.

"Imagine o seu clube a jogar contra um rival, e o relatador sempre a exovalhar a sua equipa, só porque é adepto do clube rival. "

Quanto a este é muito simples...se não gosto, não vejo!


Saudações



De blogdoluisinho a 15 de Fevereiro de 2010 às 00:48
Caro Nuno Silva,
Partindo do pricípio de que existe um direito de informação, reclamado e exigido tantas vezes, e com razão, pelos meios de comunicação, acho que este só é legítimo se tiver credibilidade, e só pode ter credibilidadese não sofrer influências externas.
Se os jornais reclamam um direito, não podem esquecer os seus deveres.
Se é para informar que seja com verdade, se não, para caluniar e "mexericrar, perdoem-me o estrangeirismo, mais vale estarem calados. Confundir e desinformar, não deve ser a função do jornalis, abro aqui excepção para os artigos de opinião, devidamente identificados como tal.( não para confundir e desinformar, claro!)
Sei que os jornais querem vender. (ponto) Imagine que exige a alguém com poderes superiores, aquilo que acha ser um direito seu, ao seu patrão por exemplo. E depois utiliza o seu direito, para causar dano ao seu patrão.

Não que o estado seja o patrão da comunicação social, mas ao que parece tem algum poder sobre...

Quanto à saudação é de boa educação quando nos dirigimos a alguém em particular. É como dirigir-me a si por caro, apesar de não o conhecer pessoalmente.

Saudações.


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