Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Visões diferentes

Apesar do Ministro Teixeira dos Santos ter admitido que errou nas contas do deficit, Sócrates lança mais uma pérola.. "o deficit aumentou porque nós decidimos aumentar o deficit".. enfim, visões diferentes.

publicado por João Ribeirinho Soares às 20:01
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Isento e imparcial

Há, em Portugal, uma tendência que vem de longe e que tem sido agudizada pela constante má convivência do governo socialista com a crítica. Diz essa tendência, que o jornalismo quer-se casto e livre de parcialidade. O jornalismo deve ser isento e acrítico. O nosso jornalismo tem de respeitar uma série de padrões éticos e deontológicos, que mais não são do que as considerações arbitrárias e anónimas emanadas pela máquina que tudo limita.

 

Ao escrever isto, passam-me pela cabeça imagens de um Bill O’Reilly a divulgar com estrondo tamanho ridículo. Até de um Jon Stewart sem necessidade de alterar esta história para fazer uma piada. Esses dois belos exemplos de imparcialidade, pois então.

publicado por Tiago Loureiro às 18:25
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JN/Mário Crespo

Sobre isto, parece-me que a linha editorial tem todo o direito de rejeitar o artigo de Mário Crespo. Mal era se não tivesse a liberdade de o fazer, salvo se houver alguma alinea no contrato de colaboração com o jornalista que obrigue a algum tipo de situação especial, mas mesmo assim aí estão os tribunais para lidar com um problema de litigio entre entidade empregadora e empregado.

 

Há problema se, a suposta decisão do JN em não aceitar tiver origem numa pressão extra JN, neste caso dos visados, para a não publicação do texto. Mas mesmo nesse caso, o problema cai em quem fez a pressão, não em quem se sentiu pressionado. Independemente da razão da não publicação, a liberdade de imprensa permite ao JN aceitar ou rejeitar o que quer publicar.

 

A questão aqui deve-se prender mais com a pressão que foi feita, que é vergonhasa, e não com quem a sentiu e sucumbiu a ela, por muito desonesto que seja, o JN tem o direito de o fazer.

publicado por Nuno Silva às 17:20
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Sacrificios? Nah, isso é para os outros...

Como é que podemos acreditar num governo, que, ao mesmo tempo que pede sacrifícios à população e em especial aos funcionários públicos, congelando-lhes os salários - nem sequer aumentando o equivalente à inflação de 0,8% - proporciona um aumento de 3,2% às despesas de representação (viagens, telemóveis, carros, etc..) dos Ministros e respectivo staff directo.

 

Será que ele não olham aqui para o país vizinho???

publicado por Manuel Aranha às 15:01
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Lindo

Isto mostra os verdadeiros génios que nós temos a tomar conta das nossas finanças públicas.

publicado por João Ribeirinho Soares às 14:46
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“Eu engano-me mas não engano”

As previsões sobre os números do défice falharam, mas não foi com qualquer intenção enganadora, segundo o nosso Ministro Teixeira dos Santos, que também já assumiu a responsabilidade pelo estado das nossas finanças. Por sua vez e, ao contrário do que andávamos todos a pensar – que o Governo tem andado a fazer um enorme esforço para reduzir o défice, – o Primeiro-Ministro vem agora dizer que afinal o défice subiu porque o Governo assim o quis! E com isto, a culpa do estado da nossa economia já não é apenas da crise internacional como andavam a invocar durante a campanha eleitoral.

 

Será que Sócrates também vai dizer que não nos quis enganar quando convencia os Portugueses de que o aumento dos impostos se destinava a reduzir o défice ou vai admitir que esse aumento de impostos simplesmente serviu para nos endividar ainda mais com um conjunto de más políticas económicas e com planos de investimentos megalómanos?

 

Parece que as maiorias relativas obrigam os governos a dizer algumas verdades e tornam mesmo os governantes mais humildes!

publicado por Maria Dá Mesquita às 14:17
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Mário Crespo é um problema, que precisa de solução!

Mario Crespo publicou hoje um artigo no site do Instituto Sá Carneiro  no qual acusa o PM José Sócrates, 2 Ministros e um "Executivo" de televisão de o definirem como um problema que teria que ter "solução". Depois do caso do Jornal de Sexta da TVI e de José Eduardo Moniz, e, recentemente, de Marcelo Rebelo de Sousa, só falta agora silenciar este, que é além de ser dos melhores jornalistas que temos, é ainda dos poucos jornalistas com pensamento livre. Esta grave denúncia apenas vem corroborar aquilo que já sabemos há muito: Sócrates é avesso ao jornalismo livre.

 

Realmente, viva o 25 de Abril, que nos "restaurou" a liberdade de expressão e acabou essa coisa horrível que dá pelo nome de CENSURA.

publicado por Manuel Aranha às 13:11
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"Porto 31 de Janeiro de 1891, ou o ensaio de uma constante portuguesa"

Via Nuno Castelo-Branco:

 

"......

O 31 de Janeiro marcaria, quiçá, o modelo geral para as futuras sublevações onde aos elementos militares por vezes se adicionavam civis adversos à situação vigente. Na maior parte das vezes condenados ao fracasso, ocasionalmente conseguiram os seus intentos e contra toda a geral expectativa. O habitual desinteresse colectivo e alheamento da coisa pública tornou-se numa característica geral da sociedade portuguesa, sempre disposta a acolher o vencedor do momento. Serve como lição dada por um passado que o futuro poderá uma vez mais confirmar."

 

Trata-se mesmo de um ensaio de uma constante triste portuguesa.

 

publicado por Manuel Aranha às 11:02
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A grande mascarada e um apelo

 

Via João Távora do "Corta-Fitas": 

 

O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. (…) A república não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas.

 

 


Eça de Queirós, «Novos Factores da Política Portuguesa»,
Revista de Portugal, Volume II, Abril de 1890,

 

Não deveriam significar qualquer surpresa as efabuladas evocações que se difundiram e publicaram nos últimos dias a propósito dos festejos do Centenário da República que este fim-de-semana com pompa arrancaram no Porto. Estas constituíram um generoso tempo de antena atribuído ao ancilosado regime pela Comunicação Social que afinal dele julga que depende e presta vassalagem. O que se lamenta profundamente é que a Comissão das Comemorações de Santos Silva e Fernanda Rollo, em conluio com a generalidade desses OCS, em desrespeito pela pluralidade de pontos de vista e liberdade de expressão da qual se consideram exclusivos senhorios, promovam um discurso mentiroso ou idealizado sobre os republicanos da revolução do 5 de Outubro e a história dos últimos cem anos. Isto é fazer pouco da inteligência dos portugueses que conseguem desmontar a mascarada: branquear desta forma impune um dos períodos mais negros da nossa história, que emerge na sequência dum tenebroso duplo assassinato (o regicídio), em que um conjunto de terroristas e radicais se apoderaram durante dezasseis anos dos destinos de Portugal. Nem Fernando Rosas, apesar da sua militância política, tem lata para disfarçar assim as mais salientes nódoas do regime nascido em 1910.

Nas múltiplas entrevistas recentemente concedidas pelas televisões e rádios a um qualquer porta-voz da comissão das festas, quando o pivot, por ignorância, inércia ou cumplicidade, prescinde do sua função critica ou de contraditório, tal constitui indubitavelmente um atentado aos mais basilares princípios democráticos. Quererem impingir-nos sem mais nem menos, que Portugal por causa da sua República é mais livre e desenvolvido do que países como a Bélgica, a Inglaterra, a Holanda ou a Suécia, é uma tremenda embustice que carece ser denunciada. Ignorar que a União Soviética, a China, a Alemanha nazi ou Cuba, foram ou são tão republicanas quanto os governos de Afonso Costa ou Salazar à sua época, no mínimo deveria ser motivo de escândalo. Proclamar que foi a revolução do Partido Republicano Português que trouxe a igualdade dos cidadãos perante a lei, o voto universal, ou a liberdade de imprensa, além de constituir uma prova de colossal ignorância, significa o desprezo pela profunda revolução liberal ocorrida durante o século XIX em Portugal, e um vilipendio a todos os seus protagonistas das mais diversas facções políticas; de então Almeida Garrett, Sá da Bandeira, José Estêvão, Fontes Pereira de Melo ou Ramalho Ortigão. E isso, nenhum jornalista de boa fé deveria jamais ignorar.

 

É deste modo em nome da liberdade e do direito ao contraditório, que se apela a uma urgente mudança de perspectiva e atitude por parte dos OCS, chamando os críticos da Iª república, monárquicos ou republicanos, ao palanque das celebrações. Porque desprezar a História e comprometer um livre debate sobre a república em nome da propaganda, compromete em primeiro lugar a nação que todos somos. Todos.

 

 

 

publicado por Manuel Aranha às 10:23
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