Sábado, 26 de Dezembro de 2009

A Crise do Ocidente

Outrora tivemos um mundo dividido por um muro ideológico que servia como garante das identidades e dos valores defendidos por cada lado da cortina de ferro. O Muro de Berlim caiu e com ele, faliu o modo de vida comunista imposto aos povos do outro lado. Os interesses dos protagonistas eram cobertos pela capa das ideologias e do bem-estar económico-social inerente a cada uma delas e, apesar das ameaças, o Ocidente vivia um sentimento de confiança historicamente incomparável. Durante algum tempo ainda se pensou que o modelo democrático ocidental iria prosperar, servindo de exemplo a uma quantidade de povos que durante longo tempo ansiaram pela liberdade. Contudo, o que se verificou foi que, na Europa, as comunidades religioso-culturais aumentaram e no mundo, outros fenómenos emergiram, motivados por interesses abafados e controlados por uma estabilidade mantida durante quarenta anos. Num mundo mais globalizado e marcado por um vazio geopolítico, foi necessário encontrar outra cobertura para a justificação desses interesses. E essa cobertura foi a religião, com Deus a regressar ao campo de batalha e, assim, o modo de vida ocidental a estar novamente sob premanente ameaça.

 

Facilmente infiltrável por outros modos de vida e culturas, a democracia ocidental foi obrigada a arranjar novos meios para se defender. O espaço de liberdade imperante nos países democraticos passou a ser utilizado por interesses mal intencionados de vingança e de ódio para fomentar o radicalismo e o fundamentalismo, nomeadamente de cariz islâmica, com expressão máxima nos atentados terroristas de 11/9, 11/3 e 7/7. Para se defender, a democracia passou a dar mais importância à segurança, embora no momento a seguir, surgissem críticos e a opinião pública em defesa da liberdade, gerando um dilema de desconfiança por parte dos cidadãos em relação aos poderes públicos que actuam em sua defesa.

 

Por outro lado, a campanha de homogeneização promovida pelos governos europeus, curiosamente, em nome da liberdade não só tem contribuído para exponenciar a crise de valores e de identidade já sentida, mas também para fomentar revoltas por parte das comunidades acolhidas. Parece que professar a religião na Europa se tornou condenável. São abolidos crucifixos em espaços públicos, é proibida a construção de minaretes, são impostas regras ao vestuário. Em nome da igualdade, prejudica-se a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Em nome da igualdade tentam-se apagar as heranças culturais e civilizacionais europeias para não causar insatisfação a outras comunidades que, voluntariamente, escolhem a democracia motivadas pela crença de se poderem expressar livremente.

 

Pretendo com esta reflexão meramente transmitir que, está na altura de repensar toda a campanha de laicidade e de anti-religiosidade promovida na Europa. Sendo o mundo ocidental um conjunto de democracias livres, o dever de qualquer governo neste círculo é o de promover a liberdade religiosa, a tolerância e o diálogo intercultural, sem perder acima de tudo as suas raízes culturais e tradicionalmente judaico-cristãs. Actuar inversamente é minar a democracia e contribuir para o incremento da crise identitária em que o ocidente vive, fomentar a intolerância, impossibilitar o diálogo e convidar a radicalismos. Pois não é por acaso que as comunidades muçulmanas na Europa são mais perigosas e radicais do que as comunidades muçulmanas nos Estados Unidos.

publicado por Maria Dá Mesquita às 16:08
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

A todos os nossos leitores

publicado por Golpe de Estado às 13:41
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

O caso Turco

A Turquia é um caso particular no mapa muçulmano.

É, com uma maioria esmagadora, muçulmana, mas não é um estado islâmico. Está sujeita a uma lei civil e não religiosa, exemplo que não se aplica à maioria dos países predominantemente muçulmanos.

Analisemos: deverá a Turquia ser admitida na União Europeia?

Não se pode responder a esta questão sem, primeiramente, levantar outras que são mais prementes: a Turquia é Europa? a Turquia é "europeia"?

A primeira questão é facilmente respondida em termos geográficos: a parte de Instanbul (antiga Constantinopla, antiga Bizâncio, que corresponde genericamente à zona da antiga Trácia) é definitivamente europeia. Já a anatólia (correspondente à larga maioria do território turco, não o é. Não é por acaso que outro nome dado à anatólia seja o de Ásia Menor.

A questão geográfica é esta. Sobram apenas possíveis interpretações: ou se considera a Turquia parte da Europa por esta conter parte do seu território em solo europeu, ou se considera não Europeia por a sua capital (ou maior parte do território e população) estarem fora da Europa.


A segunda questão, acerca de uma identidade europeia, não é de todo linear.

Se podemos, por um lado, num caso paralelo e parecido com o turco, que é o caso da Rússia, afirmar indubitavelmente, com base no estudo da História, que é uma cultura mais europeia do que asiática, o caso turco não se afigura tão simples de "catalogar". De facto, a Rússia, apesar de eternamente peculiar, tem uma história europeia: desde uma língua de origem indo-europeia (como a vasta maioria das línguas europeias) até à composição religiosa (cristã). Mas, mais importante que isto, a sua génese territorial: definitivamente europeia. Outra evidência é a sua composição étnica: 80% russa, ou seja, eslava. Eslavos como a Polónia, República Checa e Eslováquia (eslavos ocidentais), eslavos como a Eslovénia, Croácia (excepto dalmácia), Bósnia, Montenegro, Macedónia, Sérvia e Bulgária (eslavos merdidionais) e eslavos como Ucrânia e Bielorrússia (eslavos orientais, grupo no qual a Rússia se inclui).

Ora a Turquia não se inclui nos mesmos parâmetros. É de origem asiática (quer de língua, quer territorial) e muçulmana de religião. A única coisa que a Turquia partilhou com a europa foi as suas fronteiras - que outrora se estenderam até à fronteira húngara.

O Império Otomano, o estado predecessor da moderna Turquia, surge com a chegada do povo turco que invade e destrói o Império Bizantino (sobrevivente oriental do Império Romano, mas de matriz grega). Expande-se desde o Médio Oriente e norte de África até ao sudeste europeu. Entre perdas sucessivas de território, acaba por ser dissolvido (como facção derrotada) no fim da 1ª Guerra Mundial - e daqui surge a República Turca.

O argumento territorial, para mim, é irrelevante pois não é o único factor a ter em conta. O povo turco sempre foi, e é, um povo exterior à europa, sem valores comuns, sem "common background", e o argumento territorial não justifica, isoladamente, uma identidade europeia. Um argumento falacioso é o de que por exemplo o Império Romano compreendia a actual Turquia, e que Constantinopla dos Bizantinos foi um importante centro europeu de cultura, logo a Turquia tem fortes "laços europeus". Ora bem, por esta ordem de ideias, vários países não deveriam ser considerados Europa por não terem sido compreendidos pelo Império Romano (Alemanha, países bálticos, escandinávios, etc) e outros deveriam sê-lo (Israel, Libano, Síria, Egipto...). Cartago também foi importante na história europeia, isso não quer dizer que se considere a Tunísia europeia. Fica facilmente arrumada a falácia.

Para finalizar, a questão da adesão ou não adesão da Turquia à UE, dependerá apenas da vontade política: pura estratégia política e nada mais.

Quererá a Europa expandir-se para um contexto que não apreende esse conceito de "europeísmo"? Quererá a Europa fazer fronteira com Iraque? Não sei.

Esta Europa não pode é "vender" a questão em termos de identidade ou de legitimidade histórica.

No máximo poderá alegar um suposto proveito económico ou posicionamento estratégico pois "mais vale tê-los connosco do que contra nós".

Mas aí então, cara Europa, sejamos coerentes e alargemo-nos a todo o norte de África e ao Médio Oriente.

Se o modelo europeu se basear em princípios de entendimento entre culturas com um "common background" e não renegar a sua herança histórica e a partilha desta entre os vários Estados, então yes...

..."Yes, the European model remains superior to that of America and Japan."

- Jacques Delors
 

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publicado por Luís Pedro Mateus às 17:25
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Obras públicas e criação de emprego

A ideia de baixar impostos, reduzir a despesa pública ou libertar a economia do peso do estado nunca se afiguram, para o poder político, como boas soluções para uma animação económica. Em vez disso, recorre-se a outras iniciativas como o apelo às obras públicas. Mas se a obra pública é algo que emana da necessidade inequívoca em relação a determinada estrutura, por parte da maioria dos contribuintes – que a pagam –, então justificar a sua construção com a necessidade de criação de emprego, por exemplo, é subverter a ideia de partida. Normalmente, a desculpa da criação de emprego aparece para esconder a duvidosa utilidade da construção de determinado empreendimento.

 

Mais do que isso, acreditar que os empregos criados pelas obras públicas representam um aumento linear no número de pessoas empregadas é falsa. O dinheiro dos contribuintes gasto para criar um emprego no âmbito das obras públicas, é dinheiro que deixa de ser utilizado para gerar emprego noutra área qualquer. Bastiat explica isso muito bem.

 

Vem isto a respeito de uma pequena discussão “tuiteira”, onde o Carlos Santos fazia a apologia do investimento público como forma de os governos criarem emprego. Esse tal princípio muito em voga de que a obra pública, bem como a intervenção do Estado sob outras formas, é boa para a criação de emprego, acaba por ser disseminada pela totalidade das forças políticas quando recorrentemente colocam o ónus do aumento ou diminuição do emprego directamente do lado do Estado. Assim, quando a oposição acusa o governo de ser o culpado da alta taxa de desemprego e o governo promete criar um determinado número de empregos, a ideia de que o Estado é um dos principais motores da criação de emprego ganha força. Legitimam-se, dessa forma, as obras públicas como prática não só aceitável como inevitável, em vez de se lembrar que o dever do Estado não é ser um agente activo, mas antes tornar-se passivo, dando mais liberdade de movimentos às empresas, elas sim, parte importante quando se trata de impulsionar a economia.

 

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Recuperado e adaptado daqui.

publicado por Tiago Loureiro às 00:12
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Sócrates... Um sério problema nacional.

O nosso Primeiro Ministro diz, encarnando o paradigma dos vícios de má governação portuguesa, que "cortar ou reduzir impostos colocará a Portugal sério problema internacional".

 

Curioso que, para o Primeiro Ministro, o facto de Portugal já estar perante um sério problema internacional devido à sua extraordinária dívida pública (a tal que advém dos vícios de má governação) é totalmente ignorado.

 

Portanto, para o Primeiro Ministro, Portugal apenas ficará com um sério problema internacional se baixar impostos.

 

Para o Primeiro Ministro, Portugal não ficará (já está, aliás) com um sério problema internacional ao aumentar a sua dívida pública com projectos megalómanos que não reflectem a produtividade nacional.

 

Para o Primeiro Ministro, Portugal não ficará com um sério problema internacional se continuar no eterno paradigma do Estado gordo e gastador, com milhares de empresas públicas mal geridas que sugam milhões de euros dos contribuintes todos os anos, no puro preconceito ideológico de que as privatizações, que mais não fazem do que diminuir os lugares disponíveis para distribuir a amigos do partido, são más.

 

Para o Primeiro Ministro, Portugal não ficará com um sério problema internacional se PS e PSD continuarem, felizes e contentes, a celebrarem os seus pactos de justiça cujo resultado final é o actual estado actual deplorável da justiça portuguesa.

 

Nada disto.

 

Para o Primeiro Ministro, Portugal ficará, isso sim, com um sério problema internacional se se baixar impostos e, veja-se lá, arriscar-se a dinamizar um pouco (!) a economia.

publicado por Luís Pedro Mateus às 23:44
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Quintais

"Entraram no meu quintal!" - é o pensamento que terá passado pela mente de JFK quando a União Soviética depositou mísseis nucleares na tão complicada vizinha Cuba. Esse mesmo pensamento que trespassou os soviéticos nas intervenções Norte-Americanas no Vietname e na Coreia. Em todos eles, o respectivo "dono" do quintal impôs-se fortemente. Quer na situação de Cuba, em que Kennedy ameaçou com guerra, quer na Coreia e no Vietname em que União Soviética massivamente apoiou com meios e organizou as forças locais.

Com a queda da União Soviética, a Rússia demorou a recuperar, mas está lentamente a fazê-lo. Eis que o gigante acorda e vê uma situação indesejada nos seus quintais: 

 

- Na Sérvia, uma intervenção da NATO nesse histórico aliado Russo ocupa a região seraratista do Kosovo e mais tarde reconhece a declaração unilateral de independência deste. 

- No Leste Europeu, ex-União Soviética, uma crescente presença Americana no que toca a armas de defesa e integração dos países na NATO.

 

- Presença militar americana no Iraque e no Afeganistão, regiões que durante séculos estiveram debaixo da zona de influência, primeiro, do Império Russo e, depois, da União Soviética.
 

- No Cáucaso, particularmente na Geórgia, também ela antiga República Soviética, mais do mesmo.


Eis que a Rússia, após anos de recuperação, começa a re-equilibrar o xadrez geo-político mundial no que toca medição de força e àreas de influência.

Após um enormíssimo tiro no pé, quer por parte de quase toda a Europa quer pelos Estados Unidos, que foi o reconhecimento da independência do Kosovo, a Rússia responde na mesma moeda e reconhece, após intervenção militar na Geórgia, as repúblicas da Abecássia e da Ossétia do Sul (regiões separatistas da Geórgia). 

Europa e Estados-Unidos, sem coerência, decidem não reconhecer as pretensões de Abecazes e Ossetas quando são casos em tudo semelhantes ao Kosovo: diferenças étnicas.

Mas então, porquê reconhecer o Kosovo e não a Abecássia, a Ossétia do Sul ou a Transnístria? Mais, porque não reconhecer o direito de independência a Bascos e Catalães se estes decidirem declarar unilateralmente a sua independência? E já agora, num plano mais caseiro, porque não reconhecer automaticamente a Madeira como estado independente se esta assim o declarar de forma unilateral? Tudo isto são questões delicadas do direito internacional e é por isso que se deve ter o maior cuidado com este tipo de decisões.

A questão é simples, há lógicos interesses estratégicos na região do Kosovo. A presença da NATO lá não é acidental, assim como não é por acaso que os líderes kosovares tenham sido nomeados pela mesma. Por isso, este reconhecimento da independência Kosovar foi feito pelos piores motivos. Não foram ponderadas as legitimidades históricas (que os líderes Europeus e Americanos pouco conhecem) e analisadas as consequências que teriam em outras regiões separatistas e o mau serviço prestado ao direito internacional. O reconhecimento do Kosovo veio na mesma linha de acção que NATO e EUA têm vindo a seguir: puxar para cá esses "quintais" da Rússia de modo a "isolar" este gigante que, recuperado, assumirá sempre o seu papel imperialista e quererá exercer a sua influência nesta parte do hemisfério.

A resposta Russa não se fez tardar. Acção militar na Geórgia (mais que provável futuro membro da NATO) que terminou com o reconhecimento Russo da independência da Abecássia e Ossétia do Sul. 

Não ficou por aqui. É anunciada a presença de forças Russas na Venezuela de Hugo Chávez (alguém vê alguma semelhança com a situação de Cuba nos anos 60?) na América do Sul - verdadeiro "quintal" Norte-Americano.

É como quem diz: "Metes-te no meu quintal, eu meto-me no teu."

 

publicado por Luís Pedro Mateus às 15:53
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Portugal é dos portugueses... mas só 18%.

O Público hoje noticia que mais de metade da dívida pública portuguesa (que está quase a atingir o mítico valor de 100% do PIB) está concentrada em 5 países da UE. 

 

Os nossos velhos aliados ingleses e os seus vizinhos irlandeses compraram 24% da nossa dívida. Estes, em conjunto com França, Alemanha e Áustria, detêm mais de metade da dívida pública de Portugal. 

Os investidores portugueses detêm apenas 18% da dívida pública portuguesa.

 

Mais de 90% destes investidores que compraram dívida portuguesa são bancos, gestores de fundos, fundos de pensões e seguradoras.

São estes investidores que o Estado Português, dada a estratégia que se prevê para os próximos tempos, terá de continuar a convencer a emprestar dinheiro a taxas razoáveis, o que se provará complicado dado o problema da credibilidade portuguesa que é profundamente afectada pelos largos anos estagnação económica e pela ameaça de descida do rating atribuído pelas agências de notação financeira.

 

O problema não é meramente económico.

É um problema de soberania.

 

 

publicado por Luís Pedro Mateus às 16:08
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

A Cimeira do Clima…de tensão

Do mesmo modo que o aquecimento global se torna cada vez mais preocupante, também a forma como o clima aqueceu na Cimeira de Copenhaga foi uma realidade preocupante. Na ordem de trabalhos não deixou de estar presente a sombra do colapso. Não bastou ter ficado bastante àquem das espctativas, o acordo selado em Copenhaga foi acompanhado por tensões, discórdias e imprevistos, com países a abandonarem a cimeira antes sequer desta ter terminado. Apesar das tentativas de esconder as frustrações por meio de declarações finais de optimismo, o clima de aquecimento não deixou de ser notório durante os 12 dias de conversações. Tão pouco, as declarações foram as mais felizes, quando o acordo que se tentava a todo o custo negociar, foi comparado ao holocausto numa tentativa de manifestação de desagrado por parte do presidente do grupo dos países mais pobres do mundo.

 

Para infelicidade de muitas almas, sempre bem intencionadas, o acordo do clima ficou muito longe do que se pretendia e do que o próprio Presidente Obama ambicionava. Mais uma vez o Presidente não conseguiu exibir a capacidade de liderança que ele próprio, os Europeus e até os Estados Unidos esperavam da sua imagem de unificador dos povos. E bem constrangedora se tornou a situação quando, na hora em que Obama combinara uma reunião privada com o primeiro-ministro chinês para tentar chegar a um acordo com aquele que é um dos países mais importantes no combate às emissões de carbono, este último já se encontrava reunido com os líderes da India, África do Sul e Brasil, sabe-se lá a falar de falar de quê. 

 

No final, acabou por ser adoptado um texto legalmente não vinculativo. Ficaram-se por um tratado voluntário, através do qual os países por livre vontade se comprometem a fazer esforços no combate às alterações climáticas, sem metas definidas ou qualquer indicação de como alcançar o “ambicioso” objectivo de não deixar a temperatura global aumentar para lá dos 2ºC. Da mesma forma, não foi esclarecido como ou onde irão os países mais ricos buscar o dinheiro para compensar os países mais pobres na sua cruzada contra as alterações climáticas.

 

Em suma, desta cimeira pouco se conseguiu, mas (segundo Merkel e Sarkozy) “é melhor que nada”! Fica a questão: Irá alguma vez ser possivel alcançar um acordo climático enquanto as economias dos países do mundo andarem a diferentes velocidades? Por mais que nos preocupemos com o ambiente, não podemos esquecer que os países se movem em primeiro lugar pelo interesse nacional. Ficámos pelo menos esclarecidos de uma coisa - não é por mudar o presidente dos Estados Unidos que o problema das alterações climáticas vai ficar resolvido.

publicado por Maria Dá Mesquita às 10:28
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Apontamento

Os tempos que vivemos são de relativização absoluta.

O indivíduo não pode ser refém de teorias políticas utópicas que, directa ou indirectamente, o relegam para segundo plano, quer em nome da igualdade social, quer em nome de insensíveis visões economicistas ou de "livres arbítrios" institucionalizados.

 

A política deve ser um desdobramento natural da ética.

Talvez se seja demasiado idealista por possuir este conceito, ainda influenciado pelas velhas reflexões políticas de Aristóteles.

Bem se sabe que actualmente a dúvida da definição de política pende entre esta ser a ciência do Estado ou a ciência do poder - definição mais pragmática e realista, um prolongamento natural da visão de Maquiavel.

 

Volte-se à visão "emprestada": a política como um desdobramento natural da ética. A ética como uma ciência das condutas, posições adquiridas entre vícios e virtudes, bem e mal, com o objectivo final de garantir ou possibilitar o atingir da felicidade.

Neste seguimento da ética como um modo de garantir a conquista da felicidade individual, a política deve ser vista como o seu desdobramento, mas visando, através da felicidade individual, uma felicidade colectiva, ou seja, o bem comum.

Nesse processo, a política investigará a forma de governo que assegure esse fim, ou seja, a constituição do Estado.

publicado por Luís Pedro Mateus às 18:41
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Macau

...vale a pena também ler quem viveu, trabalhou, escreveu em e sobre Macau!!!!

publicado por Nuno Silva às 17:19
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