Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Regionalização e a direita portuguesa

 

Defendo a Regionalização para Portugal, prevista pela constituição desde 1976 e nunca implementada, como forma de extinguir o eterno centralismo do Estado, responsável principal pelas assimetrias do país, sejam elas entre o Norte e a capital, o Sul e a capital ou entre o litoral e o interior (ainda mais graves).

 

Defendo a criação de 5 regiões político-administrativas: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, tendo em conta as características inerentes a cada região e visando um desenvolvimento coeso e efectivo do território português. 

 

Aproveitando para citar uma opinião que li, parece-me que a direita portuguesa, em geral e a Democracia Cristã em particular, "deveria encabeçar a defesa, sem equívocos e sem reservas, da regionalização. Esta é uma inevitabilidade, e uma questão de coerência para uma doutrina que defende um Estado o menos interventivo possível, e portanto descentralizado.

 

Também seria agradável ficar na História que não foi a esquerda a paladina da regionalização em Portugal."

 

 

publicado por Luís Pedro Mateus às 23:17
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6 comentários:
De Tiago Loureiro a 17 de Dezembro de 2009 às 00:14
A regionalização pode obedecer a vários modelos, cada um com as suas características (a questão do mapa é uma delas). Creio que há bons modelos e maus modelos. Logo, parece-me que ninguém é favorável à regionalização per se, mas a um determinado modelo. Confesso que não percebi completamente o teu e tenho curiosidade :)

Ah! Não me venhas dizer que é melhor uma má regionalização do que nenhuma regionalização, please...


De Luís Pedro Mateus a 17 de Dezembro de 2009 às 00:26
Não sei porque é que te parece que ninguém é favorável à regionalização, per se... Acho que se trata precisamente do contrário.

Parece existir um consenso para a regionalização, devendo consequentemente haver uma discussão acerca do modelo mais apropriado ao país.

Eu não quero uma má regionalização. Acho que para não haver uma, basta querer aprender com o que se passa "lá fora"...

"Lá fora", não conheço nenhuma (talvez até haja) má regionalização...

"Lá fora", aliás, onde há regionalização, há menos centralismo e mais desenvolvimento sustentado do país. Isso é que é claro para mim.


De Tiago Loureiro a 17 de Dezembro de 2009 às 00:34
Uma regionalização com impacto meramente administrativo que apenas promova a criação de mais lugres públicos sem uma significativa redistribuição de competências e de meios, por exemplo, parece-me ser um mau modelo. E, infelizmente, parece que é este o modelo com que o PS quer avançar...


De Luís Pedro Mateus a 17 de Dezembro de 2009 às 00:42
É para isso que existem oposições também. Para controlar ganâncias mono-partidárias.

Quanto ao problema dos possíveis lubres públicos, que os haverão sempre, em qualquer lugar onde a ética não impere (mas cabe ao eleitor julgar, ele é O soberano), para mim, é fugir um pouco à questão, que é esta:

Os países regionalizados e mais descentralizados estão mais eficientes, mais produtivos e mais desenvolvidos que nós, ou não?

É como já disse. Que se estude, se debata, se aprofunde os modelos já existentes... Não vamos descobrir pólvora nenhuma!


De Manuel Oliveira a 17 de Dezembro de 2009 às 00:37
Eu acho que más opções, modelos e decisões ninguém deseja. Mas isso é de facto o que se deve discutir neste momento.

Como já escrevi no blog, defendo 7 regiões e não 5. Não acredito na força de uma região norte com Porto e Bragança juntos, como não acredito numa região centro com Aveiro e Covilhã juntas. Devemos perceber as potencialidades distintas tanto da região litoral como da interior :)


De Ze a 17 de Dezembro de 2009 às 16:18
o problema nao é o centralismo , o problema é a falta de liberdade , o excesso de impostos e de regulacao , o abuso do estado , tanto a nivel central como municipal , fenomeno que ja se estendeu as freguesias , se voces querem derrubar isto nao vao por esse caminho , regionalisacao num país minusculo é apenas mais palhaços a decediderem pelas pessoas e nao as pessoas a decedirem por si .


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