Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

A prudência do Presidente Obama

 

Há algum tempo que o Mundo esperava que Obama viesse aprovar o novo contingente militar para o Afeganistão. A decisão ficou pelo envio de mais 30.000 americanos que se irão juntar aos 21.000 que já tinham sido enviados desde a sua tomada de posse, para operar num dos solos mais perigosos do mundo e assim, tentar derrotar o inimigo mais infame e fora do convencional de que há memória.

 

Demonstrando um forte empenho, confiança e determinação, Obama beneficia de uma boa equipa de chefes militares para a região, à cabeça da qual se encontra um general que goza de uma credibilidade e de um reconhecimento inegáveis. Como sempre, Obama esforça-se por parecer um líder prudente aos olhos dos americanos e do mundo, apresentando-se às câmaras com mais um discurso encorajador e repleto de motivação. Contudo, parece-me que a sua prudência deixa muito a desejar. Passado quase um ano de Presidência e de decisões constrangedoras, o Commander-in-Chief já devia ter aprendido que as promessas são difíceis de cumprir e também já devia ter consciência do efeito contraproducente da quantidade de promessas feitas durante a campanha eleitoral – não esqueçamos que o candidato Obama contou com cerca de 200 promessas na corrida à Casa Branca – e, a bom exemplo destas, Guantánamo continua por fechar. Com tanta promessa, não é por acaso que a sua popularidade seja cada vez mais baixa.

 

Digo isto porque o mais surpreendente em todo o discurso é o facto de os soldados ainda não terem partido e já estar prevista a sua retirada nos próximos três anos. Atrevo-me a dizer por isso que, Obama ainda não compreendeu que a guerra é jogo contínuo de probabilidades e acasos, onde a incerteza é constante e a imprevisibilidade reinante. No entanto, arrisco-me a dizer que já tenha aprendido que a melhor estratégia para a guerra é a estratégia da última guerra. Ora, tão criticada por ele a decisão da anterior administração relativamente ao aumento do contingente militar no Iraque em 2006, Obama empenha-se agora na sua própria «surge». Relembro até que, enquanto Senador, o actual Presidente chegou a juntar-se a outros Congressistas no sentido de bloquear qualquer financiamento para as tropas no terreno!

 

O que vale é que Obama tem bons conselheiros militares que o vão fazendo retroceder nas suas posições. Esta era uma decisão securitária que tinha de ser tomada inevitável e urgentemente. Não podemos deixar que o Afeganistão continue a ser um Estado-refúgio para terroristas que ameaçam qualquer país amante e defensor da liberdade. Aguardemos então o sucesso da missão e da bravura destes homens.

publicado por Maria Dá Mesquita às 13:24
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