Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Domingo, o dia do senhor

Isto não aconteceu num país fundamentalista. Isto não aconteceu num país radical. Isto aconteceu na Alemanha, em pleno século XXI, por decisão do Tribunal Constitucional. Lá se vai a liberdade de quem quer um dia de descanso e de retiro espiritual e a liberdade de quem não faz questão de tal prerrogativa. Agora, todos são "obrigados" ao descanso e ao retiro espiritual ao Domingo, por ordem do Tribunal Constitucional e a pedido das igrejas Católica e Evangélica.

Viva a Liberdade. Viva a Democracia!

 

 

 

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publicado por Beatriz Soares Carneiro às 10:54
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6 comentários:
De Ricciardi a 2 de Dezembro de 2009 às 11:16
Viva a equidade...

A liberdade de quem gosta de comprar ao domingo colide com a falta de liberdade de quem é obrigado a trabalhar ao domingo... é isto que está em causa, haver um dia de descanso para TODOS, e não imposição religiosa.

RB


De Beatriz Soares Carneiro a 2 de Dezembro de 2009 às 14:30
Caro RB, eu nem estava a pôr o foco nos consumidores que querem "comprar" ao domingo (o que seria justo, na medida em que muitas pessoas apenas o podem fazer ao Domingo, pq tb elas são trabalhadoras), mas nos estabelecimentos que querem abrir portas ao Domingo, por ser um dia em que, naturalmente, a facturação compensa os custos.

Quanto ao direito dos trabalhadores ao descanso semanal - que não implica ser ao Domingo -, esse tem o seu fórum próprio de protecção - leis laborais - razão pela qual não será esse o racional da actual decisão do TC. Se assim fosse, todos os seviços - para além do comércio - estariam impedidos de funcionar ao Domimgo! Pensemos na restauração, nos transportes e no entretenimento, apenas como exemplos.


De Ricciardi a 2 de Dezembro de 2009 às 15:17
Cara Beatriz,

Pois, há determinadas actividades que não podem fechar; no caso portugês estão devidamente tipificados os casos em que podem abrir aos domingos... o que lhe quero dizer, é que a excepção não deve fazer a regra, sob pena de o dia de descanso semanal geral, o domingo, passe a ser um dia normal; a ideia, na minha perspectiva, é garantir que as familias possam ter um dia em comunhão, pais e mães e filhos ou amigos... enfim. Ainda sou daqueles à moda antiga, se quiser :)

RB




De Beatriz Soares Carneiro a 2 de Dezembro de 2009 às 16:45
Lá está, exactamente, o ponto a que eu queria chegar. Não será certamente por as lojas estarem abertas aos domingos que as pessoas "à antiga" não poderão ter um dia de comunhão familiar não comercial.... já quem não tem essa noção de comunhão familiar ou, simplesmente, não tem outro dia para fazer compras, poderá fazê-lo, sem prejudicar ninguém.

Pelo lado dos direitos dos trabalhadores, no mundo ideal, os pais tb deveriam ter horas "úteis" com os seus filhos, à semana, ao invés de chegarem a casa a tempo de os deitar! Mas não vivemos no mundo ideal , a economia tem que funcionar e os trabalhadores têm que trabalhar... desde que sejam cumpridos os limites horários e o descanso semanal, previstos na lei, não me choca o trabalho ao domingo.

Qto aos serviços que não podem fechar, muito bem para a saúde, transportes, etc. Mas e os restaurantes? Ninguém morre sem um restaurante. E os cinemas? E os bares? E os locais de diversão nocturna? Não prejudicarão, também, eles, a "comunhão familiar"? Vamos fechá-los também?

E, já agora, permita-me uma última provocação: não deixa de ser esclarecedor ver de quem partiu a denúncia da nova e "liberal" legislação do governo de Berlim... Não foi dos sindicatos ou dos trabalhadores. Foi das igrejas!


De Maria Dá Mesquita a 2 de Dezembro de 2009 às 17:48
Graças a Deus que num país desenvolvido e defensor dos Direitos Humanos, é concedida aos trabalhadores a possibilidade de beneficiarem de um dia de descanso. Por outro lado, acrescento ainda que, em parte, tem sido a desvinculação aos valores religiosos judaico-cristãos tradicionais e originários na nossa comunidade ocidental que tem dado espaço para que a falta de moral e ética tenham vindo a ganhar terreno em muitos domínios das nossas sociedades, desde o mais comum dos cidadãos, ao mais alto dos representantes.


De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 3 de Dezembro de 2009 às 21:41
Beatriz

E os berlinenses gostaram da ideia? E os alemães em geral?
É que Berlim ainda é dos berlinenses, e ainda é na Alemanha, ou não?


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