Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Argumentos de conveniência

O escrúpulo socialista no cumprimento literal do seu programa servirá de desculpa para desvalorizar 90 mil assinaturas que pedem um referendo. Dizem eles que, por ter sido votado por uma maioria, os pontos nele inscritos já estão – porque toda a gente lê os programas dos partidos, pois claro – aprovados por uma maioria, o que dispensa a consulta popular. Sem estar agora a questionar tão questionável argumento, apenas lamento que esta verdade absoluta que mora em muitos militantes socialistas não tenha dado sinal de vida mais cedo e noutras questões. É que, se bem me lembro, do programa eleitoral do PS em 2005, que uma maioria absoluta votou, não constavam subidas de impostos e a nacionalização de bancos. É. A conveniência tem destas coisas.

publicado por Tiago Loureiro às 16:52
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12 comentários:
De Daniel João Santos a 5 de Janeiro de 2010 às 22:34
Permita-me dizer... não estou a ver a razão de referendar a situação.


De Tiago Loureiro a 5 de Janeiro de 2010 às 22:59
Defendo desde o início que a discussão não saia do parlamento. Mas 90 mil assinaturas merecem mais respeito.

De qualquer maneira, apenas mostro a incoerência e a conveniência de certos argumentos de certas pessoas.


De Joel Galvão a 5 de Janeiro de 2010 às 23:32
Claro.
Na época da Inquisição, o pároco dizia que alguém era inimigo de Deus, e as pessoas aplaudiam o herege a ser queimado na fogueira.
Hoje em dia, o mesmo pároco pede para assinar a petição. E lá estão as 90785 assinaturas.


De Maria Dá Mesquita a 6 de Janeiro de 2010 às 00:22
o mesmo pároco???? Deve ter 500 anos o senhor...

Mas já que comparamos, pelo menos a Igreja Católica teve a humildade de reconhecer os erros do passado e não voltar a repeti-los. Sócrates, por sua vez, ainda não compreendeu ou sequer reconheceu qualquer erro cometido. Não estivesse ainda para nascer melhor primeiro ministro do que ele...

E enquanto esse «pároco» se esforça por colocar um travão na total desvinculação dos mínimos éticos e evitar a destruição total dos valores da sociedade, o governo parece fazer tudo para tentar semear a desordem e abalar os alicerces da nossa sociedade. Quando estes alicerces caírem , aí é que veremos. Mas tudo bem, agora pelo menos vivemos num Portugal mais evoluído , num Portugal onde o homicídio já é legal. Sim porque quer queiram quer não, o aborto é um crime tão grave como o homicídio. Aliás, é pior, porque se mata uma vida com a qual temos a ligação mais profunda. Enfim, confiemos então neste Governo para nos guiar em direcção ao progresso!

Já agora, a iniciativa de referendo nem sequer partiu da Igreja Católica.


De Bernardo Hourmat a 6 de Janeiro de 2010 às 09:28
Pessoalmente, considero que a forma como o PS tem orientado toda esta questão tem contribuído em grande parte para desviar parte da atenção para outros problemas bastante mais graves que afectam o país...

Posto isto, não me parece que vá ser a possibilidade de homossexuais se casaram civilmente e verem essa união reconhecida legalmente (com todos os direitos e deveres inerentes a tal condição) que vá fazer baixar os "mínimos éticos" (que, sinceramente também não sei quais são e quem os determina) nem levar à "destruição total dos valores" da nossa sociedade.

Posso estar enganado mas pareceu-me ser isso que, indirectamente, pretendeu dizer.


De IM a 6 de Janeiro de 2010 às 11:09
Algumas ideias:

Será que uma maioria têm legitimidade para decidir acerca de um direito fundamental de uma minoria?

Será que numa altura em que devemos concentrar forças em recuperar Portugal do lobby socialista apenas estamos a cair nos mindgames socialistas e roubar protagonismo ao debate do orçamento?

Será que juridicamente esta lei é anticonstitucional (é um casamento assim assim, pois não permite a adopção)?

Quais são os direitos que os homossexuais realmente pretendem com o reconhecimento da sua união civil que não possam ser adquiridos por uma união de facto? Não será apenas e só o direito à adopção, e não é que esta é a
única que o "sr que se diz engenheiro" lhes nega?

Com tantos problemas sérios estes senhores vão trazer ao parlamento este problema e sem uma solução real (a união de facto é a mesma coisa)...o que eles querem é oferecer concursos públicos, sem que ninguém se preocupe, contentores em Alcântara, auto estradas para a Mota-Engil, dinheiro da câmara para os clubes de futebol, buracos financeiros em bancos, justiça socialista...e depois são 13 anos desta falta de vergonha.

Mas viva ao marketing politico, porque apenas isto explica como está Portugal...



De Luís Pedro Mateus a 6 de Janeiro de 2010 às 17:52
Quer ver que andou um pároco na FEUP a recolher mais de 500 assinaturas e eu, que assinei, nem o vi?


De Joel Galvão a 6 de Janeiro de 2010 às 17:58
A répilca que dei ao comentário da Maria Dá Mesquita serviria para lhe responder também. Mas estou a ver que só os autores estão autorizados a comentar...


De Tiago Loureiro a 9 de Janeiro de 2010 às 17:14
"Mas estou a ver que só os autores estão autorizados a comentar..."

O facto de alguns dos seus comentários terem sido aprovados com alguma atraso apenas se deve à minha indisponibilidade para o fazer nos últimos dias.


De Joel Galvão a 9 de Janeiro de 2010 às 22:57
Entendido!


De Joel Galvão a 6 de Janeiro de 2010 às 01:54
Como não deve ter percebido a analogia aliada a uma hipérbole serviu para criticar a intromissão da Igreja na política, coisa que num Estado Laico é inadmissível. Como é óbvio, 500 anos são humanamente impossíveis de atingir.

Claro que a iniciativa não foi proveniente da Igreja, mas não com toda a certeza necessário recordar as inúmeras notícias que vieram a público que diziam respeito à angariação de assinaturas à porta das Igrejas. Também não será necessário recordar as declarações de vários responsáveis da igreja com um elogio à ideia do referendo. Também não será decerto lembrar a origem profundamente católica dos membros da Plataforma promotora.

Aborto não é crime. Crime é a pedofilia na Igreja, por exemplo. Crime é deixar que venham ao Mundo crianças não desejadas, que jamais serão amadas. Crime é deixar que essas crianças sejam deixadas à mercê de monstros (vide Processo Casa Pia).

Nada contra a Igreja. Mas por amor de Deus, "A Deus o que é de Deus, a César o que é de César".


De Bernardo Hourmat a 6 de Janeiro de 2010 às 09:15
Pelo menos o Presidente da AR colocou a discussão da proposta em pé de igualdade com as restantes (Governo, BE e Oposição). No entanto, concordo com o teor do seu post..Isto dos referendos é muito giro, mas só de vez em quando...


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